quinta-feira, 21 de junho de 2018

CORONEL BARBOSA VENCE PROBLEMA DE SAÚDE E LANÇA LIVRO

                                                                                         Imagens Divulgação



Severino José do Carmo Barbosa, natural do Sítio Muruabeba na Zona Rural de Salgadinho, nasceu no dia 27 de Novembro de 1951, filho do Senhor Zezinho do Carmo e Dona Alice Barbosa, Casado com a Senhora Vanda, tem Três filhos e cinco Netos.


Com o Título AMOR FILIAL À DOCE TERRA SALGADINHO ,O Autor conta no livro Fatos que marcaram época ,assim como o Amor e o Respeito que possua pela sua Terra Natal.



O autor divulgou hoje no Clube Internacional do Recife o livro na presença de familiares e amigos que prestigiaram aquele que é ícone do Município de Salgadinho.

sábado, 19 de maio de 2018

O BRASIL E O BRASILEIRO SÃO ASSIM MESMO?

                                                                                    Imagem/ Reprodução Livro

Muitas vezes escutamos em nossas rodas de conversa, nas filas de banco, na espera do médico ou no supermercado um termo que já virou jargão “o brasileiro é assim mesmo” ou “o Brasil é assim mesmo”. E eu pergunto o Brasil e o brasileiro são assim?

        Gostaria de tecer essa reflexão em cima do que escreve o sociólogo Jessé Souza na obra a “A Tolice da Inteligência Brasileira”. No texto, Jessé trata de muitos temas pertinentes à nossa conjuntura social e política, principalmente nesses últimos tempos em que vivemos uma época “Temer rária”. O autor apresenta argumentos muito bem embasados sobre como nós brasileiros nos deixamos manipular por uma elite hegemônica e dominadora dos meios de comunicação e produção que se utiliza de ferramentas como a mídia Globalizante de pensamentos distorcidos , falsos e que espalha pela TV e por outros meios um projeto de nação excludente de toda e qualquer forma que vá de encontro ao que essa elite apresenta como verdadeiro.

Pois bem, um dos modelos apresentados como um País ideal é Os Estados Unidos, como se lá não houvesse corrupção e desigualdades. O interessante de tudo isso é que na medida em que vamos naturalizando a concepção de que o Brasil é “assim mesmo” deixamos de lutar por ideais que até o ano de 2015 estavam sendo construídos por um governo que mesmo dentro das limitações e fragilidades conseguiu dar passos, que em 500 anos de história nunca foram dados. Com o golpe de 2016 sofremos perdas significativas no campo social, político, econômico. O que tem reforçado ainda mais através da mídia golpista uma imagem de que o Brasil e o brasileiro “são assim mesmo”.

Sabe como eles são? posso tentar responder, eles são golpeados todos os dias por canais de televisão e por interesses escusos que são postos na opinião pública de forma mascarada e enganosa, falo da TV devido a grande maioria de brasileiros ter acesso ao jornal depois do jantar e que de forma direta manipula a opinião.

Há 500 anos assistimos medidas que reforçam este paradigma, de que não temos jeito. Em nossa história de nação sempre que passos progressistas são dados, golpes são instalados, isso foi em 1964 e em 2016. Ainda aparece alguns “loucos” querendo salvar a pátria com uma proposta de governo, que foge totalmente do respeito à dignidade humana e a vida de forma geral, assim o pensamento “sebastianista” se reproduz e se reconfigura na contemporaneidade fazendo com que acreditemos que alguém poderá salvar a pátria, o Brasil e o brasileiro. Eu sei quem pode salvar a pátria:

Cada um de nós.  

Como?

Fazendo uma coisa simples e importante: ler mais, observar mais, estudar o que tem se passado na história, assimilando ao que tem acontecido, evitando pensar que o brasileiro, que somos nós mesmos, somos o problema do Brasil. Acredito que não somos o problema, até porque milhões que construímos com nossos esforços e riquezas foram roubados pela elite minoritária e manipuladora da massa.

Cabe à nós analisarmos a conjuntura e não ter receio de se posicionar diante das injustiças e acima de tudo, não acreditando em verdades absolutas que são transmitidas todos os dias nos jornais que antecedem a novela, essa cultura de vitimismo tem que ser substituída por um sentimento de indignação que repercutirá nas urnas em outubro, ou talvez não. Prefiro acreditar que poderemos fazer algo.

 Gostaria de terminar esta crônica com um trecho do prefácio do livro de Jessé Souza que citei no início.

“Todos os privilégios e interesses que estão ganhando dependem do sucesso da distorção e do falseamento do mundo social para continuarem a se reproduzir indefinidamente. A reprodução de todos os privilégios injustos no tempo depende do convencimento e não da violência(...). É por conta disso que os privilegiados são os donos dos jornais, das editoras, das universidades, das TVs e do que decide nos tribunais e nos partidos políticos. Apenas dominando todas essas estruturas é que se pode monopolizar os recursos naturais que deveriam ser de todos e explorar o trabalho da imensa maioria de não privilegiados sob a forma de taxa de lucro, juro, renda da terra ou aluguel. (Souza, 2015, p. 09-10).

Somos Manipulados!

Tirem suas conclusões, reflitam, repensem e acima de tudo se coloquem no lugar do outro, pois qualquer compreensão passa pela alteridade.

Dedico esta crônica ao amigo Sociólogo Dr. Ricardo Santiago a quem devo muito dessas reflexões acima.

Fagner José de Andrade  é bacharel em Ciências Sociais Pela UFPE  e Mestrando em Antropologia  pela Universidade Federal de Pernambuco.
           



sábado, 5 de maio de 2018

CENTENÁRIO DA DIOCESE DE NAZARÉ É CELEBRADO NA ALEPE

                                                 
                                                                                    FOTO DE :KEROL CORREIA


 Desmembrada da Arquidiocese de Olinda e Recife, em 1918, a Diocese de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte, chega este ano ao seu centenário. A data foi comemorada, nesta quinta dia 3 de Maio, com uma Reunião Solene na Assembleia Legislativa.


 A proposição partiu do Deputado Antônio Moraes (PP). 


Para celebrar o primeiro século da diocese, a Igreja Católica organizou uma agenda de festividades até agosto deste ano. Entre as iniciativas estão o lançamento da Revista dos 100 Anos, a emissão de selo comemorativo pelos Correios e a realização de um Congresso Eucarístico Diocesano. 


Atualmente, a diocese está sob a responsabilidade do Bispo Francisco de Assis Dantas de Lucena. O deputado Joaquim Lira (PSD), que presidiu a cerimônia, afirmou que toda a comunidade católica dos municípios do Agreste e da Mata Norte associa-se às festividades. “A Assembleia cumprimenta a todos da diocese, que sedia quatro regiões pastorais”, frisou.


 Antônio Moraes ressaltou a importância de a Assembleia Legislativa de Pernambuco  reverenciar o centenário. “São cem anos de evangelização, em que vários bispos fi zeram história trabalhando numa região canavieira muito pobre. É uma igreja que tem a responsabilidade por 18 paróquias, e com um vínculo muito grande com a questão social”, observou. 


Dom Francisco de Assis recebeu uma placa comemorativa da Alepe. O religioso agradeceu a iniciativa do Legislativo. “É um reconhecimento por tudo que a Diocese tem feito pela comunidade de Nazaré da Mata”, ressaltou.


Com informações do Diário Oficial de Pernambuco

quinta-feira, 3 de maio de 2018

MINISTÉRIO PÚBLICO RECOMENDA PASSIRA ANULAR PROCESSO SELETIVO E DETERMINA REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO


                                                                                       Imagem /Reprodução Internet


O MPPE Por meio da Recomendação 001/2018 determinou que a Prefeitura de Passira adote Medidas para o cancelamento do Processo seletivo n° 001/2018 divulgado com o propósito de preencher mais de 200 cargos vagos no Município do Agreste Setentrional do Estado de Pernambuco.




De Acordo com a Justiça Pública o Processo Seletivo é inconstitucional por não preencher os requisitos de sua Admissibilidade, pois de acordo com  o Promotor de Justiça  a falta de Agentes Públicos nos cargos faz com que seja necessário a realização de Concurso Público  e não seleção simplificada conforme a Prefeitura de Passira havia divulgado.



O Promotor de Justiça ,Exmo Sr José da Costa Soares ,na Recomendação indica que a prefeitura de Passira em ato contínuo ao cancelamento do Processo Seletivo deverá Publicar edital de Concurso Público para as vagas oferecidas.


terça-feira, 1 de maio de 2018

MAIS UM FERIADO ? ESTUDIOSO DA UFPE REALIZA CRÔNICA SOBRE O TEMA


                                                                            Imagem/Reprodução Internet





Geralmente o dia do trabalhador e trabalhadora é comemorado em todo o Brasil com festas das mais diversas: As Frentes Sindicais promovem atividades; Órgãos e Empresas realizam encontros; Associações e Clubes promovem suas discussões geralmente encerradas com algum Evento Social, até Gestões Municipais realizam  alguma Festa do Trabalhador.

Mas a pergunta que fica é a seguinte: O que realmente é o dia do trabalhador e para que ele serve?

Eu poderia muito bem falar de um feriado qualquer, muito bom para diversão ou outra coisa do tipo. Uma simples busca no google vai apontar vários indicativos, como por exemplo a campanha dos trabalhadores no século XIX pelas oito horas diárias de trabalho. Mas eu gostaria de frisar uma figura que no Nordeste tem papel central, tanto na religiosidade como na cultura do trabalhador do campo. Trata-se de São José Operário (Padroeiro dos trabalhadores), que tem seu dia em 01 de maio. São José tem o privilégio dado pela Igreja de ser celebrado em dois dias, 19 de março (São José Esposo de Maria) data que é celebrada pelos trabalhadores do campo como o início da temporada de plantação, e o primeiro de maio dia de São José Operário. Claramente isso remete a educação que São José deu ao menino Deus para o trabalho, já que ele era um carpinteiro de mão cheia. Se formos mais afundo na história, veremos que o termo trabalho vem do latim “tripalium” que era um instrumento de tortura utilizado para castigar os presos. Porém não nos vamos ater ao trabalho como uma tortura. Vamos sim falar desse labor, tão importante que até José foi trabalhador e figura primordial na sustentação da família de Nazaré e sofreu o suor diário. Assim também hoje quantos Josés e quantas Marias, lutam diariamente pelo sustento dos seus e sofrem com a falta do mesmo e dos direitos complementares tão necessários à sobrevivência digna. 

A sociedade atual, como diria o sociólogo Zygmunt Bauman, vive uma fase em que as relações sociais e familiares tem sido cada vez mais líquidas, onde a consistência nesse âmbito perdeu ênfase. E o que nos resta é uma boa “cerveja e uma farrinha” para o feriado. Que não é de todo ruim. Hoje é o dia de pensarmos um pouco mais como está nossa conjuntura política que oprime o ser humano, o trabalhador que luta diariamente pelo “pão nosso de cada dia”. Direitos são retirados, as pessoas tem que trabalhar mais para garantir o sustento, essas mesmas pessoas tem adoecido de várias formas e por diversas questões como por exemplo a pressão das contas, juros, carestias e ainda péssimos atendimentos dos serviços públicos. Os municípios tem experimentado a falta de segurança e de atendimentos básicos como nas unidades de saúde e prevenção, a educação pública de nossas escolas vive um desmonte e um descaso sem medida, professores desqualificados, recursos ultrapassados, além da terrível desumanização que é reflexo das políticas públicas não desenvolvidas.  São José viveu tempos extremos iguais a esses, onde o império romano oprimia o povo Judeu. Hoje o governo que está aí, tem oprimido nosso direito a viver, direito garantido em constituição e no cânon religioso que deu base a toda formação ocidental. 

Por fim não se trata de uma crítica pela crítica, mas sim refletir o que estamos vivendo e reproduzindo para nós e para o futuro, uma cerveja, uma farra? uma noitada? mais uma festa? mais um feriado? O trabalhador tem direito a tudo isso! Mas, não só isso! Marx já apontava para essas questões de opressão política e privada do capitalismo doentio, hoje isso é reforçado pelo “pão e circo” dado pelos poderes públicos que cegam a população como mocinhos da triste história que as gerações futuras irão ler, assistir e ouvir. Amanhã a rotina se retoma e a problemática dos poderes continuarão. E nós cristãos ou não, continuaremos reproduzindo tudo isso? 


         Dedico estas Palavras ao meu pai que foi em vida um grande José assim como São José construtor de família e de vida!




Fagner José de Andrade é :

·        Mestrando em Antropologia do Programa de Pós graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco. 

·        Bacharel em Ciências Sociais (UFPE).

·         Membro do Comitê Local de Acompanhamento e Avaliação (CLAA- UFPE).

·         Membro da Revista Idealogando de Ciências Sociais.

·   Desenvolve pesquisas em Antropologia Econômica, religião, políticas públicas, educação social.